Suar em excesso é doença e tem cura

Bolas de vôlei arremessadas ensopadas para o campo adversário. Aulas de piano deixadas de lado depois de 6 anos enferrujando as teclas do nobre instrumento. Um simples aperto de mão e a vida vira um inferno, por ser obrigada a estender para um desconhecido dedos gélidos e molhados. Essas e outras saias-justas são apenas alguns dos exemplos citados pela jornalista gaúcha Regina Lunkes Diehl, 35 anos, em seu livro "Suando em Bicas - Os Constrangimentos Causados pela Hiperidrose", lançado em 2004 na Bienal do Livro de SP pela Editora Nobel. Para Regina, que sofreu 31 anos dessa doença sem saber, encontrar a cura foi como entrar no Paraíso. "Brinco que nasci de novo aos 31 anos", comemora a ex-suadinha, que integrava a estatística de 1% da população mundial que ainda sofre com o mesmo problema. "No Brasil, estima-se que sejam 1 milhão e 700 mil brasileiros", explica, razão pela qual encontrou, como ela mesma define, sua "razão de viver" ao contar suas agruras num livro autobiográfico. A obra reúne informação bem-apurada, e foi orientada pelos dois maiores especialistas do Brasil em cirurgia de correção de hiperidrose - a simpatectomia torácica videoendoscópica bilateral. São eles o cirurgião-torácico José Ribas Milanez de Campos e o cirurgião-vascular Paulo Kauffman, ambos residentes em São Paulo e que trabalham em hospitais conceituados como o Albert Einstein e o das Clínicas, centros de referência em todo o País. O livro também reúne depoimentos de outras 70 vítimas da doença que contam sobre sua nova vida pós-cirurgia e oferece um prático guia de perguntas e respostas por meio do qual o paciente já consegue identificar se pode ou não ser realmente portador de hiperidrose.

O objetivo de Regina com "Suando em Bicas" é ampliar o nível de consciência das pessoas sobre a doença. "Peregrinei por consultórios médicos no Brasil e no exterior, e nenhum especialista sabia me dizer que o que eu tinha era uma doença possível de cura através de uma cirurgia", salienta. Foram anos e anos de esperanças jogados fora, além do custo envolvido em consultas e medicamentos absolutamente ineficazes para solucionar o conflito. "Me mandavam buscar terapia, alegando que suar demais pelas mãos e pés - minha principal queixa - podia ser indício de descontrole emocional".

Hoje, sabe-se que o problema é fisiológico, congênito - podendo se manifestar desde o nascimento, como foi o caso de Regina - e tem cura. Num trabalho voluntário para auxiliar os doentes e orientá-los para que encontrem cirurgiões em sua cidade habilitados a realizar a cirurgia, Regina desenvolveu o site www.suandoembicas.com.br, que fornece ricas informações sobre a doença. Além disso, há um serviço especial para os suadinhos: links para os sites da Sociedade Brasileira de Cirurgia Torácica e o de Angiologia e Cirurgia Vascular, onde o internauta digita o nome de sua cidade ou centro maior próximo e encontra a relação de profissionais credenciados a essas instituições.

Para Regina, o sonho da vida nova não acaba por aí. O que quer agora é conseguir de alguma forma contribuir para diminuir as filas de pacientes nos hospitais públicos à espera de uma vaga para a cirurgia. Em grandes centros como o Hospital das Clínicas de SP, por exemplo, a espera pode chegar a três anos. "Temos que sensibilizar nossos governantes para a questão, e encontrar uma forma de aparelhar adequadamente os hospitais públicos em prol daqueles que não têm condições de bancar um plano de saúde", sonha Regina. Para quem passou a vida suando em bicas, esse esforço agora pode parecer fichinha...

PEDIDO AOS MEUS COLEGAS JORNALISTAS
Preciso do apoio de vocês para ampliar esse tema em sua rede de contatos e divulgar em seu veículo de informação. Meu trabalho é totalmente voluntário, respondo a cerca de 200 emails por mês, não deixo uma pessoa sem orientação, principalmente no que se refere ao meu objetivo maior: conseguir que mais hospitais públicos estejam devidamente instrumentos a realizar a cirurgia, e DE GRAÇA, para os que não podem pagar pela intervenção cirúrgica, considerada um procedimento "estético", ainda, por ALGUNS planos de saúde. A luta contra isso foi árdua também - que o digam os profissionais da Sociedade Brasileira de Cirurgia Torácica, que lutaram muito por essa vitória, obrigando a grande maioria dos planos a cobrir o procedimento. Meu próximo caminho é fundar uma OSCIP, ou outro tipo de organização, que me permita divulgar mais e mais essa doença e sua cura.

Conto com vocês para divulgarem que SUAR EM EXCESSO É DOENÇA E TEM CURA. E estou a disposição para maiores informações (favor enviarem email para regina@suandoembicas.com.br).
Obrigada pela atenção e um forte abraço,
Regina Lunkes Diehl

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